sexta-feira, 21 de agosto de 2009

27 de Agosto 2007



Neste dia às 15h45min nasceu o pequeno Miguel.

Esse nascimento trouxe mais que alegria a minha vida, ele deu sentido a ela.

Por trinta e cinco longas semanas tive meu ventre preenchido por outra vida, uma vida que apesar de depender totalmente de mim, não me pertencia.

No momento em que essa vida tornou-se externa e Miguel respirou sozinho pensei que estava vazio o lugar que ocupou. Porém descobri ao ouvi-lo chorar que aquele era o termino de um período e o inicio da maternidade de fato.

Aquele som penetrou meus ouvidos, entrou em meu coração e chegou até as profundezas de minha alma. E então percebi que já não havia vazio em meu ser, senti todos os espaços sendo preenchidos com a essência do mais puro amor e me senti plena de paz.

Não a paz pálida e silenciosa a qual nos acostumamos. E sim uma paz vibrante, acesa, pulsante e cheia de vigor.

Vejo em meu pequeno Miguel a encarnação da esperança a possibilidade da melhora.

Ele tem o perfume mágico do recomeço e do amor com os quais me renovo todas as manhãs.


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