sexta-feira, 1 de julho de 2011

01.07.2011

vivi muito e intensamente... caminhei por avenidas e vias precariamente asfaltadas... corri riscos, busquei riscos, inventei riscos...e com eles rabisquei o chão. vivi muito e com vontade... e matando a vontade...e ficando a vontade...me afogando em vontades. Vivi sim e ainda vivo...mas agora não sozinha.

Um comentário:

  1. No ecoar do vento senti o teu sussurro leve dentro de mim. Senti cada ponto do meu corpo estremecer eloquentemente. Vesti meu corpo nu do seu sabor, entrei em transe quando senti a quentura febril do teu corpo sobre o meu. Me segurei firme na ponte dos teus desejos e provei dos teus segredos mais íntimos.
    Num breve som, dancei junto com teu corpo semi-nu, criando movimentos particulares e infinitos. Ouvi teu tom, enlouqueci e esqueci de mim e foi nesse momento que nos tornamos um' só. Quis não querer, mas era mais que impossível e não fiz muito esforço pra desistir de resistir a você. Entrei em êxtase, uma sensação de loucura e amor e pecado tomaram conta de mim, senti que não era apenas segundos ou instantes, era algo há muito tempo preso em um esconderijo. Percebi que sempre tive uma chave presa em mim, senti que nada era passageiro, que tudo fôra e era eterno como sempre foi.
    Me escondi dentro de você e descobri que sempre estive em você no mais absoluto sigilo, como um segredo a vista, onde ceguei o inevitável por muito tempo. Continuei me segurando em tuas mãos, mas percebi que você me segurava pelo corpo inteiro. Senti mãos em todo o meu ser e senti que era eu ou você.
    No teu olhar, encontrei o meu mundo, encontrei tudo de mim que estava perdido, mas que perdi propositalmente e dentro de você.
    Ali, naquele segundo, instante, senti que tudo era consciente e não quis mais sair. Descobri que tudo ainda é como sempre fôra antes e sempre. Descobri novamente a sensação, o amor, o desejo e o amor novamente, como sempre foi (?)...

    30/06/2011 - 08:59 (Quinta-Feira)

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