Hoje resolvi recorrer a velhos métodos de esvaziamento... Entres eles dormir e escrever em papel.
A verdade é que perdi o jeito com o tempo e com as palavras, perdi a chave e minha saída de emergência é agora mais um beco sem saída, estou acuada como um bicho prestes a ser abatido.
Preenchi meus espaços com vazio e agora meus pensamentos ecoam nos cômodos da minha alma não me deixando dormir. Meus pés queimam a noite como se a fogueira do passado fosse reacesa para me punir um tanto mais.
O caos esta por toda parte... Nos brinquedos espalhados no chão da sala, nas roupas desdobradas sobre a cama, na louça suja na pia... E em meu coração. Sei de tudo, mas não encontro razão em nada.
Sinto que estou a beira do precipício, sem cordas sem freios, sem tempo nem para gritar. Minhas lagrimas finalmente secaram depois de tudo que chorei, mas não foi como eu esperava. Acabou o liquido mas não os motivos, não o desejo, nem a vontade de chorar.
Agora se acumula em meu peito um sentimento espesso, pesado, frio... Tão grosseiro que não liquidifica, Não passa pelas vias lacrimais.
De repente tudo começou a ruir...
As paredes de minha casa já nem sei como se sustentam. Depois do ultimo temporal o frágil telhado de vidro se esmigalhou, nas paredes fendas que daria para transpor todo um exercito. Não ha luz, nem janelas, nem ventilação, nem tranquilidade, nem mobília... Apenas meu silencio me acompanha, sou agora tudo que me resta.
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