sexta-feira, 2 de março de 2012

Fragmentos de alma...6



Tenho andado tão perdida, tão desconexa, tenho feito tudo de forma tão mecânica que às vezes me desespero, simpatia, delicadeza, meu sorriso... É tudo gentileza em favor de outros. Outros tais que já nem merecem minha companhia, nem o ar poluído do meu vicio, nem minhas tediosas dissertações sobre a origem e o fim do mundo... Merecem nada de mim, menos ainda meu forçado sorriso, que tão dolorosamente mácula a verdade do meu rosto.

Todos estão tão cheios de si que já nem tenho espaço, á culpa é toda minha. Fui eu que no auge da minha nostalgia romântica inflei seus egos, um a um... Alimentei em meu seio a serpente traiçoeira e bela da vaidade e me deixei trair, me deixei levar, me deixei guiar a um canto escuro qualquer... Aqui fora impaciente escrevo duas palavras para cada cigarro, por dentro secura. As lagrimas secaram acho que já te falei sobre isso... É agora lembro, falei sim. Pois então... Secou e agora o peito transborda a agonia em forma de fumaça.

Parada num cantinho da sala, sonho e idealizo meu futuro incerto, ensaio palavras e declarações perfeitas de amor e me encanto com as respostas que imagino que darias... Amontoados de roupas servem de moldura para meus devaneios.

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