segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Eu...


Estou vazia de paz e de virtudes, não sei por onde começar a procurar-me já que não estou em mim nos últimos tempos e sei que já não estou em você. Estou perdida em meu próprio labirinto. Labirinto que criei para me proteger dos que me feriram. Imaginei que só me encontraria no centro dele quem por mim sentisse amor. Chegou você e me perdi de paixão e ilusão, pensei que iria ser para sempre e me acomodei te amando.

Mas o tempo passou... E você quis partir... Magoada eu disse “vai” e arrependida tentei te seguir, te encontrar ates que se tornasse definitiva tua partida. Só então percebi que tudo estava diferente... Depois que chegaste, julguei desnecessário tirar a erva que crescia e o lodo das paredes.

Os caminhos ao meu coração tornaram-se armadilhas escorregadias, impedindo que outras pessoas se aproximassem.

Só agora sei que o tempo é uma moenda incessante, esmaga sonhos, transforma os amores, desfaz as paixões.

Na eterna viração turbulências e calmarias são esquecidas. E apenas o tempo é infinito, é para sempre, todo o resto é para já.

Descobri tarde de mais, sentada diante de duas mil e trezentas portas que não consigo abrir nenhuma delas. Talvez seja medo, talvez preguiça, talvez acomodação...

A verdade é que me acostumei a ser perdida, me acostumei com a perdição, me acostumei.

Um comentário: